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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Quando agimos sozinhos mudamos a nossa pequena realidade. Quando agimos juntos mudamos a realidade de todos!

"Um sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade. " Raul Seixas

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O mundo

O mundo está caótico. Não existem mais movimentos de Paz e Amor (faça amor, não faça guerra). Agora, o que movimenta o mundo é uma super arma nuclear capaz de destruir metada, ou melhor, mais da metade da população mundial, e assim, fazer juz ao que o sábio Einstein disse certa vez: "A Terceira Guerra Mundial eu não sei como vai ser, mas a Quarta com certeza será de paus e pedras". Vejo isso como um grave indicio que as coisas já vinham piorando, e hoje... Bem... No Rio de Janeiro tem tanques de guerra tentando (eu disse tentando) acabar com o tráfico nos morros. E morre gente aqui, outro tá num morre não morre, outro morre no morro, outro no morro não morre, mas no asfalto sim. E era inocente.
Todos aqui são inocentes até que provem o contrário. Há quem diga que era melhor na ditadura de 64: "todos são culpados até que provem o contrário". Olhando bem... bem, não sei.

sábado, 4 de setembro de 2010

Verdade Absoluta

A pior mentira é mentir para si mesmo.
É verdade, mas quando não se sabe o que é mentira ou verdade? E se a verdade, a sua verdade, for diferente das demais verdades de todo mundo? Quem pode julgar o que é verdade absoluta se ela não existe?
Estou cansada de tentar buscar uma verdade, uma resposta, uma alternativa. O mundo me cobra mais, me cobra postura, me cobra uma couraça, uma carcaça que eu não deveria usar, me cobra alguém que eu não sou, que eu não quero ser. Eu gosto é do estrago.
Não me diga que sou a maçã podre do balaio se ainda não apodreci uma sequer. Não me peça pra ser a nata do leite, nem quem está fora da carverna. A minha mentira é dizer isso, essa sim. Somente.
Porque eu quero sim apodrecer tudo, ficar na nata, de fora da caverna, na beira. Beirando o precipicio, pronta para empurrar penhasco à baixo tudo, tudo que seja verdade, tudo que seja bom.

Peço que tudo que cair seja a verdade absoluta dos homens, aquele senso comum estranho, formado por cabeças ocas ou cheias de merda. Juram que estão certos e não se enganam. Doce ilusão!
Pior é a humanidade que mente a pior mentira junta: mentem para si próprios.
Dizem que a unanimidade é burra...
Bem, sobre isso eu falo na próxima postagem.

sábado, 17 de julho de 2010

O cão dos dreads

"Prefeitura!" chamou ela para dentro de uma casa. Não demorou muito para ela perceber que estava fechada, e menos ainda para ver aquele, mal cuidado, cão. Sentiu dó, seus olhos caninos pediam ajuda. Suplicavam. Ele não latiu, queria ajuda; fedia, sentia fome... o cão não deu um passo, ficou lá, do outro lado da grade, para e mudo com os olhos tristes e suplicantes a olhá-la anotar "fechada" no papel, e sair.
Ela sentiu sua dor, teve dó, mas não pôde fazer nada. Queria pegá-lo, cuidar, alimentar, dar carinho, tosar-lhe os pelos que mais pareciam dreads. Mas não pôde.
Partiu para a próxima casa. "Prefeitura!"

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

2010

2009 acabou bem. Ganhei muito conhecimento, aprendi muito, evoluí muito. Descobri amigos pra vida toda, descobri um amor, descobri meus melhores amigos: meus pais.
2010 chegou com tudo. Preciso estagiar, preciso passar no vestibular, preciso fazer um curso pra relaxar e preciso, preciso muito amar.
Amar todo mundo, me amar, amar meus pais, amar meus amigos, amar meu amor. Amar!
Sinto que esse ano vai ser um ano marcante.
Promete!

Feliz 2010!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Don Taco

Morando aqui por quase dois anos, hoje decidi sair para explorar a vida norturna desse bairro semi-nobre. Depois de ser "secada" com olhares pelos caras (um adulto e dois velhos) da banca de revistas, pelas pessoas do espetinho da esquina e por algumas outras do caldinho da outra esquina, e por uns quatro caras de um "pegabebo" ajeitadinho no fim da rua, cheguei à galeria onde havia dois lugares que vendiam comida.

(Hoje não tinha o que jantar, cheguei da rua com a roupa da academia e só tinha um pão, e eu não ia impedir minha mãe de comê-lo, me poupe, né?)

Tomei banho e fui à caça de comida. Pensei em comer um espetinho... não. Lembrei que tinha um restaurantezinho na galeria no final de rua, e lá fui eu, como já contei. Cheguei e fui observada de novo. Não entendo porque as pessoas me olham tanto, eu não sou tão bonita assim, certo que sou um pouquinho diferente: não uso chapinha, meus cabelos adoram o vento e sempre fico que nem um leão depois de um ventinho besta; não tenho olho claro e hoje eu estava com uma camisa listrada de magas compridas e de short jeans. Geeente, sou normal, mas as pessoas insistem em olhar. Ora eu fico sem graça, ora eu me acho, afinal, se tá olhando muito, alguma coisa tem. Boa ou ruim, tem!

Fui no "Don Taco", lá tem tacos, uma comida mexicana. É gostosa. O garçom também. Digo, nãão gostooooso, ele era bonitinho e bem simpatico. Fofo.

Voltei pra casa e não recebi todos os olhares novamente, só os velhos que ficaram olhando pra mim e sacodindo a cabeça com um jeito chato e agoniante.

Cheguei e comemos. Minha mãe e eu.

domingo, 18 de outubro de 2009

O último carnaval

Aquela música, baixinha, ouvia-se ao longe... Ela já sabia, aqueles sininhos que se aproximavam e de repente paravam em frente ao seu portão, ela já saia. Levava consigo algumas moedinhas e seus olhos gulosos brilhavam, tomava as duas cocadas em suas mãos, sorria para Seu Gil e entrava serelepe.
Havia anos que ela evitava os doces, mas agora não adiantava mais, engordar ela não iria mais, celulites ou colesterol alto não a atingiriam mais. A enfermidade a consumia, ela estava pele e osso... e qual é a graça de esperar pela morte sem comer doce? Ah, não! Oxe! Ela tinha mais era que curtir a vida, e isso ela fazia bem, nunca vi menina mais animada, acho que porque, no fundo, ela sabia que aqui era só uma passagem.
Ela sorria o tempo todo, cantava e quando a doença dava uma trégua, ela se danava pelas ruas, bares e boates da cidade. Amava o carnaval, subia e descia todas as ladeiras de Olinda e emendava no Recife Antigo, era forte e saudável. Quem diria? Ninguém, jamais, diria que ela tinha um câncer. Era modelo, era linda, um sorriso verdadeiro, uma mente extraordinária, conversava coisas que modelos normais (hahahaha) não conversava. Era inteligente horrores, assustava até.
Nunca nos disse qual câncer tinha, quando ficou careca, comprou lenços lindos e coloridos (a cara dela).
No último carnaval, brincou todos os dias e o dia todo, foi pro Bacalhau do Batata e no fim da tarde chamou todos os amigos, disse o quanto nos amava, e lá sentada fechou os olhos e se foi. Sorrindo.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Fragmentos de agendas, cartinhas, bilhetes, recados em caixas-portais. Mulheres sempre reclamando. Dos homens; enquanto eles tentam lidar com a estúpida significância de possuir um pênis. Mulheres sem pênis, gastando tempo em excesso com o cérebro. Homens ficando duro embaixo de suas calças. Nunca, nenhuma dessas coisas, no tempo certo. Tsk, a humanidade é terminantemente patética. Devia dar vergonha ser daqui. Daqui, sabe?

Fernanda Young

quinta-feira, 18 de junho de 2009

"Tenho aqui em minhas mãos esses livros..." LIVROS?

Coisas simples que nos deixam incrivelmente espantados estão sujeitas a acontecer todos os dias, certo?
Deveria ser, mas nos últimos dias coisas aconteceram, mas nenhuma delas me deixou incrivelmente espantada. E as coisas não chegaram nem a ser simples, quer dizer, chegaram, mas eram simples demais.
Hoje eu estava voltando pra casa, estava cansada...
"Senhoooras e senhoores, peço um pouco da atenção de vocês (...)"
'Mas que saco' pensei eu, achei que era mais um cara que estava falando em alto e bom tom que não era ladrão, que era um pai de família e que seus filhos estavam passando fome (eu me revolto porque essas crianças vão passar fome pra sempre, o cara ta acostumado a pedir. Mas isso é pano para outra mangas compridas) e mais um monte de coisas que às vezes me comove ou eu acabo acreditando. tsc tsc tsc
"...tenho aqui em minhas mãos..."
E PASMEM, ele estava vendendo livros! Livros de tabuada, nova regra ortográfica, escreva e fale bem e até de ervas mecidinais. Para não ficar na dúvida, comprei todos e gastei só 6 reais.
Uma coisa é o cara vender chocolates, bombons e canetas, mas livros e ÚTEIS, foi algo que me deixou incrivelmente espantada e feliz!

"...por apenas dois reais. E quem levar três livros, paga 5 reais. Quatro livros por seis (...) Obrigado, senhora, tenha uma boa viagem."

sábado, 13 de junho de 2009

[no momento] Seria melhor

Eu to fingindo que não ligo, mas o que eu quero mesmo é te ter do meu lado. Eu to sorrindo à toa, mas meu sorriso seria bem mais aberto contigo. Eu to cantando às tortas e às direitas, mas tenho certeza que minha voz ficaria menos embargada se eu pudesse contar contigo. Meus passeios são animados e felizes, mas se tu estivesse comigo, eles teriam o brilho da tua felicidade. Os filmes que eu assisto sempre me passam algo bom, mas não tão boa quanto a tua energia. Ela me envolve...

Vinha hoje voltando pra casa e fiquei pensando em ti. Não sei o que exatamente vinha à minha mente, mas era algo bom que me deixou triste por não ter tido oportunidade de ter começado...

Mas a gente ainda vai se encontrar e eu espero não ser tarde demais.

domingo, 7 de junho de 2009

Gratificante

Hoje eu fui visitar um asilo. Vi a desumanidade de seus parentes.
Fiquei triste por ver aquilo, mas por outro lado me senti útil, fiz, pelo menos por um fim de tarde, alguém não se sentir sozinho e rejeitado.

Visitar asilo é como visitar uma creche, mas não sei qual é o mais triste. Com os idosos você os vê órfãos depois de tudo que fizeram, depois de seus anos de trabalho e/ou dedicação à família; com as crianças você as vê órfãs sem terem feito nada e correndo o risco de não fazer...

Agora cá estou eu a pensar: eu espero que o mundo pare as crueldades onde está, se avançar mais será mais que o caos!



Visite asilos, creches, hospitais. Muitas vezes eles precisam saber que alguém se importa com eles e tem um sorriso para lhes dar.
Ver a alegria deles é melhor que qualquer dinheiro, isso já é um presentão!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Obrigada... [Isn't it ironic... don't you think]

Obrigada por chegar sem ser convidado, por me dar um selinho (que, suponho eu, ter sido pelo calor do momento), por bagunçar o que eu demorei tanto tempo pra arrumar, por ter demorado muito pra aparecer. Obrigada por quando ter aparecido (mesmo que tenha sido só um fim de tarde) ter sido o cara que eu gostaria ficar junto pra sempre, obrigada por ter não ter calculado bem teus atos, por ter andado de mãos dadas comigo e por ter ficado abrçado comigo no meio da rua. E te agradeço mais ainda por hoje me dizer pra eu não criar expectativa.
Mesmo com todo erro e sinceridade, mesmo eu ainda querendo estar contigo, mesmo assim obrigada por ter me feito sorrir e obrigada por você existir.

"Esse samba é pra você que me fez sorrir, que me fez (que está me fazendo) chorar..."


"E eu quero muito mais amor pra você, meu bem"
(mesmo que seja de outra pessoa)



p.s.: nunca fui tão sincera. e como eu queria ter ficado contigo e ter estado contigo mais que um fim de tarde...

terça-feira, 10 de março de 2009

Naquela praia

Acordei cedo, desci para tomar café e subi pra tomar banho.
Ele precisava estar lá, era minha ultima chance de beijar a boca mais linda daquela praia. Ir à praia nunca foi tão fácil, já beijar aquela boca não digo o mesmo.
Ele estava lá e ao me ver sorriu. Ele me queria na mesma proporção que eu o queria, talvez mais.
Com meu ar de burguesinha louca pelo plebeu, me sentei na beira do mar debaixo do guarda-sol e esperei. Das 9h as 14h. Ele estava trabalhando e a burguesa ali era eu não ele. Ele tinha que ganhar o pão dele e a minha boca e o meu 1 metro e 60 centímetros não iriam atrapalhá-lo, não naquele momento.
Deixei que cuidasse de seus afazeres e as 14h tive que ir embora e deixar lá aquela praia, aquele marzão, aquela boca... NÃO! De jeito nenhum. Ele também queria, foi mais fácil. Ele me beijou e eu sosseguei, ele me beijou de novo e eu me excitei, foi inevitável. Fui-me embora.
Ainda lembro daquele beijo naquela praia.

Antes de ir, passei lá e dessa vez eu o beijei. Ele não perdeu o emprego, assim espero. Entrei no carro e burguesamente fui pro aeroporto e meu fim de ano/férias ficaram naquela praia e o gosto ainda tá na boca.
Meu voô era as 18h.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Um lindo sorriso moreno

Cheguei na parada e imaginei que meu fabuloso ônibus já havia passado. Havia um garoto cor de chocolate sentado no chão esperando o seu ônibus, e resolvi, então, perguntar a ele se o meu havia passado. Não havia.
Soltei a bolsa no chão e me encostei, sabendo que a espera seria longa. Certo momento percebi ele olhando pra mim, mas grande coisa, eu estava com uma legging, querendo ou não eu estava chamando atenção. E eu estava em pé!
Cansei de ficar em pé, retirei os chinelos e sentei sobre eles, não estava confortável, mas foi relaxante. Cansada...
Ele puxou a conversa e eu conversei. Foi simples e legal.

Meu ônibus chegou primeiro que o dele e ele me deu um lindo sorriso moreno e um irônico "boa viagem". Sorri de volta e soltei um 'confortante' "boa espera". Subi no ônibus e ele acenou lá do chão.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

"Um dia lindo de morrer"

Levantei da cadeira e meu black com certeza chamou atenção. Riram.
Desci do ônibus e eu era a única do sexo feminino na rua. Um homem estava na parada, um outro estava sentado num banco, e a rua estava vazia. Outro, estranho, daqueles que nós nojentamente e preconceituosamente julgamos, entrou na universidade e eu também entrei. O cara do banco ficou olhando pra minha cara.
Entramos eu, meus all stars, minhas calças jeans, minha camisa baby look lilás, minha mochila e meu black. Tava sol e fazia "um dia lindo de morrer". Tava quente, mas quem se importa? Pelo menos ventava.
Era domingo, eu estava com o cabelo solto, estava sol e estava quente, e ventava, e fazia "um dia lindo de morrer".
Tenho olhos e sentidos e vi o que Deus me deu pra ver nesse dia sol, quente, vento e "lindo de morrer".

Bom!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Na livraria

"Eu atendo o telefone: 'alô.', aí ele pergunta: 'quem tá falando?'. Né lasca?! Aí eu falo: 'tu me liga e ainda pergunta quem tá falando, tu é um ridículo mesmo!' ".

Hoje lá estava eu numa livraria do centro quando escuto um funcionário esbravejar isso para um outro colega. Eu estava empolgada olhando os livros na seção de política e me deparo com essa revolta.

Me pus a rir.
E ainda não tenho certeza se vou fazer jornalismo ou ciências políticas...

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Uma tatuagem de E.T.

A primeira pessoa a quem eu falei da minha vontade de fazer uma tatuagem de E.T. foi um tatuador e body piercing que tinha um estúdio em frente ao meu apartamento.

Eu tinha ido lá pela primeira vez, e eu já morava naquele apê há 3 meses. Eu fui pesquisar preço de alargador para uma amiga e acabei perguntando o preço do piercing no trago.

Acho que ele sacou que de alguma forma eu gostaria de falar da minha vontade de fazer uma tatuagem de E.T. e mandou:
"E tatuagem? Já tem?". Foi o suficiente pra eu sorrir e falar de E.T.'s bonitinhos e com olhos gigantes. Ele sorria e não imaginava que quem falava daquele jeito era uma menina de 16 anos.

Ele ainda não sabe, mas sabe que uma menina menor de idade que mora no prédio na frente do estúdio tem vontade de fazer uma tatuagem de E.T.

É, uma dia eu vou fazer. E não, ainda não fiz o piercing no trago, estou pesquisando preços.