domingo, 15 de março de 2009

Expectativa

A cada rosto novo uma nova expectativa. Era assim que Kimya estava vivendo seus dias, sempre colocando uma nova expectativa. Talvez parecesse bom, mas algumas vezes era frustrante.
Ela imaginava situações, imaginava como ela se tornaria amiga daquele gay super estiloso da faculdade, ou como aquele cabeludo que pegava o mesmo ônibus que ela iria se apaixonar loucamente por ela ou então como ela teria amigos loucos de todos os cantos da cidade.
Cada rosto que surgia na frente dela, era motivo para os devaneios. Somente.
Nada de amigos loucos novos, nada de amizade com nenhum gay estiloso e nada de cabeludos, carecas, moicanos, gordos, magros, brancos ou pretos apaixonados loucamente por ela. Ela procurava demais. FATO!
Ela até que arrumava amigos novos, gays, lésbicas, bi, heteros, mas nenhum era normal, porque ninguém é normal, inclusive ela. Mas algo ainda faltava, era aquele serzinho para andar de mãos dadas e ficar idiotamente feliz ao seu lado, coisa de momento, mas importante.
Ela sabe que vai encontrar, mas nem todas as estórias têm finais felizes e ela ainda está só, mas agora ela aceita e consegue controlar a carência com outras coisas lícitas.
Olhando por esse ângulo até que é um final feliz...

terça-feira, 10 de março de 2009

Naquela praia

Acordei cedo, desci para tomar café e subi pra tomar banho.
Ele precisava estar lá, era minha ultima chance de beijar a boca mais linda daquela praia. Ir à praia nunca foi tão fácil, já beijar aquela boca não digo o mesmo.
Ele estava lá e ao me ver sorriu. Ele me queria na mesma proporção que eu o queria, talvez mais.
Com meu ar de burguesinha louca pelo plebeu, me sentei na beira do mar debaixo do guarda-sol e esperei. Das 9h as 14h. Ele estava trabalhando e a burguesa ali era eu não ele. Ele tinha que ganhar o pão dele e a minha boca e o meu 1 metro e 60 centímetros não iriam atrapalhá-lo, não naquele momento.
Deixei que cuidasse de seus afazeres e as 14h tive que ir embora e deixar lá aquela praia, aquele marzão, aquela boca... NÃO! De jeito nenhum. Ele também queria, foi mais fácil. Ele me beijou e eu sosseguei, ele me beijou de novo e eu me excitei, foi inevitável. Fui-me embora.
Ainda lembro daquele beijo naquela praia.

Antes de ir, passei lá e dessa vez eu o beijei. Ele não perdeu o emprego, assim espero. Entrei no carro e burguesamente fui pro aeroporto e meu fim de ano/férias ficaram naquela praia e o gosto ainda tá na boca.
Meu voô era as 18h.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Um lindo sorriso moreno

Cheguei na parada e imaginei que meu fabuloso ônibus já havia passado. Havia um garoto cor de chocolate sentado no chão esperando o seu ônibus, e resolvi, então, perguntar a ele se o meu havia passado. Não havia.
Soltei a bolsa no chão e me encostei, sabendo que a espera seria longa. Certo momento percebi ele olhando pra mim, mas grande coisa, eu estava com uma legging, querendo ou não eu estava chamando atenção. E eu estava em pé!
Cansei de ficar em pé, retirei os chinelos e sentei sobre eles, não estava confortável, mas foi relaxante. Cansada...
Ele puxou a conversa e eu conversei. Foi simples e legal.

Meu ônibus chegou primeiro que o dele e ele me deu um lindo sorriso moreno e um irônico "boa viagem". Sorri de volta e soltei um 'confortante' "boa espera". Subi no ônibus e ele acenou lá do chão.

domingo, 8 de março de 2009

Parabéns...


Para nós meninas-meninas, meninas-mulheres, mulheres-meninas e mulheres-mulheres.
Parabéns por termos força e sensibilidade na medida certa, por sabermos falar e calar, por termos o poder de percepção aguçado, por termos carinho, medo, amor, segurança, raiva, esperança e tantas outras coisas desmedidamente e na medida certa.
Parabéns paras as mães, trabalhadoras, amigas, namoradas, esposas, irmãs, tias e avós.
A igualdade total existirá e não tardará, já conseguimos coisas consideráveis. É óbvio que homens são fisicamente mais fortes, mas a nós foi dada a responsabilidade da sensibilidade, do amor, somos nós quem damos os primeiros direitos vitais. Que outro ser Deus daria tal responsabilidade?
É bom lembrar a data, mas melhor ainda é que façamos que todos os dias seja nosso. Que façamos valer o dia que estamos vivendo.
Sabemos que muitas morreram para termos o pouco que temos hoje, um dia só não é o bastante, e ironicamente amanhã é segunda-feira, mas o que importa se nós sabemos que todos os dias são nosso?!

Mulheres já somos, todo o resto a gente tira de letra.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

As pessoas me desestimulam por detalhes

Detalhes, sabe? Tipo... você espera um parabéns fervoroso numa ligação e você só recebe um parabensinho no ORKUT.
Bem... isso me desestimula muito!
Outro exemploé um "oi" na rua, no ônibus ou no corredor da escola. A pessoa dá aqueele "oi" animado e em troca ganha um sorrisinho meia boca.
Eu morgo.
Tantas coisa que poderiam ser retribuidas na mesma intensidade. Coisas pequenas. Tornam-se detalhes, e estes me desestimulam ao próximo "oi", ao próximo parabéns e até ao próximo beijo!
Exatamente! "p r ó x i m o b e i j o".
Porque sim! Beijos mal dados e mal retribuidos também me desestimulam demais.

Detalhes parecem pequenos, ou melhor, são pequenos. Mas um dedo é algo pequeno, então experimente ficer sem ele. Ou melhor, lamba o dedo e coloque no feijão. O feijão estraga. E só era um detalhe, hein?

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Só vai depender de Você


Se era assim que tu me querias. Ou melhor, se É assim que tu me queres, assim sem tesão, tu estás conseguindo. As coisas estão se esvaindo e se tu não me beijas mais como me beijou uma vez é porque não me quer mais.
Meu problema é prever coisas e mesmo assim querê-las pra mim. Querer tentar e tentá-las e me testar. Meu problema é essa mania louca de prever erros, situações, atitudes e finais de coisas mal começadas e mal resolvidas. O foda é que na loteria eu não ganho.
Se me queres num final de semana para uma pegação casual e desejos volúveis, vamos enquanto meu tesão não se acaba de uma vez. Mas se me queres para quando quiseres, te aviso que não sou um bonito enfeite como um anjinho de louça ou num daqueles carrinhos que tu enfeitavas o quarto quando criança. Te aviso logo que já mudei o suficiente pra beijar essa tua boca. Te deixo avisado também que foi porque eu quis.
(e essa tua boca me mata...)
Vou sumir que tu não vais nem notar e talvez um dia tua boca precise da minha e tu precises ouvir algo digno de se ouvir.
Sei que tu beijas outras tantas bocas, não sei o que sentes e não sei se sou a única boca inteligente que beijas. Sei que não sou A mais perfeita, o problema é que tu tens medo de se entregar e se envolver, por vício das outras bocas.
Mas se a minha personalidade não é compatível com o tamanho da minha bunda e meu cérebro com o tamanho dos meus peitos, e se meu jeito (que no fundo eu sei que tu gostas) não se encaixa na tua agenda, eu saio da tua vida bem de fininho e trato parar de desejar tua boca e teu abraço nos dias chatos da semana.
Porque no final de semana nem meus peitos, bunda, cérebro, jeito, caráter e personalidade se encaixam na tua agenda.
E a permanência do meu desejo e vontades só vai depender de e do jeito que me desejares (e se me beijares de verdade).

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Minha esperança de um mundo melhor

Lá estava ela, minha pequena Lou, dormindo linda e sorridente. Lá estava minha esperança de um mundo melhor!
Minha filha era meu pedaço de céu, meu refúgio, meu amor real, minha paz, minha esperança.
Me peguei depositando toda a minha fé numa criança de 5 anos de idade. Despejava nela toda a esperança de resgate dos meus medos, das minhas frustrações e vi que inconscientemente eu axigia demais da minha pequena Lou.
Parei em frente ao espelho e vi no reflexo a minha atual esperança de um mundo melhor.
Por que esperar par que a minha filha ME resgate quado ela tiver seus vinte anos? Por que eu não posso superar minhas frustrações e poupá-la?
Minhas perguntas já eram as respostas que eu precisava. Deixei meu tesouro dormir em paz e decidi ser a SUA esperança de mundo melhor.