segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Uma dose de amor ou de vodka?

É algo que não se devia sentir, que se deveria esquecer, deixar pra lá, apagar. Algo bem simples de falar, mas tão simples que não deixa de ser assunto um dia sequer. Mas quem controla? Quem diz "vou ali beber uma vodka e esquecer um amor"? 
Seria bom que fácil como tomar vodka!
Sinto que nada é tão fácil quando se trata de você. Parece que nada faz sentido e eu fico buscando desculpas esfarrapadas para desculpar tudo, para fingir que não estou errada. Mas estou errada por querer demais, por gostar demais, por imaginar demais coisas que são surreais.
Percebi que perdi a razão quando me peguei falando "ah, mas eu casaria com ele". POR QUE? Não tem resposta. Dizem que você sabe que tá amando quando não tem explicação pra tanto querer. Mas pode ser burrice, penitencia ou caduquice.
Razão. Não tem. Nem motivo, nem coragem pra dizer que não dá mais.
Poderia citar milhões de textos, pensamentos, músicas...
Mas só vou ali beber uma vodka.

sábado, 10 de novembro de 2012


Se você já sentiu o cheiro das lembranças, sabe do que eu to falando. Aquele cheiro de viagem, cheiro de um tempo bom, de uma sensação boa. Falo de cheiro mesmo, aquele que o olfato não deixa enganar.
Esse cheiro de mudança, de coisa boa... Esse cheiro nunca me engana, é tão certo quanto o cheiro de poeira que me faz espirrar. Esse, me faz sorrir. Sinto esse cheiro de longe e o coração já acelera.
É esse cheiro que gosto de sentir.

Mensagem do dia

"Não julgue pequena demais sua tarefa.
Nenhuma obra de arte pode descurar dos pormenores.
Se as minúcias forem perfeitas, é que podemos denominar alguma coisa de obra-prima.
Não busque tarefas grandiosas e de evidência.
Procure dar conta integralmente do serviço pequenino que lhe foi confiado.
Da perfeição com que o executar dependerá sua oportunidade para receber uma incumbência maior."

Minutos de Sabedoria


terça-feira, 6 de novembro de 2012

Nem tudo que se expõe é bom

Eu me expus e tive medo. Pressenti. Acertei.
Desde criança resolvi não lutar contra meus pressentimentos, mas se você eu não uso a razão.
Descabeçada fui atrás, atrás, atrás... Fiquei pra trás como quem perdeu o rabo do cometa.
Descabeçada fiz a volta e fui atrás, atrás... "Dessa vez não, tenha calma que é diferente" alguém falou.
E me expus, peguei na mão e beijei na boca. Botei na mesa aquilo que sempre foi teu, só pra te dar certeza. 
Te dei.
Certeza.
Carinho.
Compreensão.
Não precisava, mas quis dar amor também.
"Contenha-se". Porra nenhuma!
Descabeçada quase dei tudo.
Era você. Descabeçada e desrazoada não me importava.
Mas quando dói a gente se importa, a gente liga e a gente quer de volta.
Porque pisou, porque magoou, porque virou a mesa e a gente quer de volta tudo aquilo que foi dado e não foi bem cuidado.
E eu me expus de novo e tomei na força. Não contra você, foi contra mim.
Tomei na força a certeza, o carinho e a porra do amor. Eu ainda compreendo você. Compreendo o mundo, por que não haveria de compreender você?
Juntei tudo de qualquer jeito e voltei de ré, olhando pra trás, esperando qualquer coisa que se espera quando se vai embora.
Não tive.
E fui deixando pra trás. Estou no meu lugar, talvez. E talvez me exponha pra você.
Nem toda arte é arte de verdade - e Duchamp que o diga!
Nem toda arte é apreciada por quem sabe apreciar uma arte que não é arte.
Como nem tudo que é arte é bom, nem tudo que se expõe é arte.
Nem tudo que se expõe é bom.

Eu que pensei

Eu que pensei que era forte demais
Que apesar de grosseira era doce
Apesar de rude era leve...
Acabei percebendo que sou mais que isso.
Que sou muito intensa
Que sou grossa demais, doce demais, rude demais, leve demais...
E a força...? Esta ainda não aprendi a medida certa.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Mais, muito mais

Eu só queria um pouco mais, mais tempo, mais dança, mais noite. Queria te roubar mais, roubar mais sorrisos, mais beijos, mais graça. Queria te fazer graça, te fazer rir, te fazer em mim.
Eu só quero mais um pouco daquele pouco que dançamos, que beijamos, que entregamos, que bebemos. E como bebemos! Quero mais um pouco do teu copo, da tua mão, da tua testa, do teu nariz. No meu.
Eu só quero um pouco mais pra te dizer que pode ser mais, muito mais.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Não é mundo que mudou. Foram as pessoas.
Foram elas que jogaram lixo nas ruas, que poluiram os rios, que mataram, que roubaram. Foram que aceitaram a violencia, foram elas que deturparam tudo.
O planeta não tem culpa. A lei de ação e reação é certa, tudo que vai, volta. Assim como o mar, a vida nos traz de volta tudo aquilo que lançamos nela. Nos dita as regras que nós mesmos fizemos, nos prende às prisões que nós mesmos construimos, e só nós podemos destrui-las. Temos as ferramentas mas não sabemos usa-las, somos burros porque queremos.
O mundo nos dá toda a ciencia para muda-lo. E fizemos e fazemos tudo errado sempre. Não espere por algo que nunca deste, nem que nunca fizeste.
O inferno e o céu somos nós. Somos a plantação e a colheita.