segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Meu remédio

Falar é o meu melhor remédio.
Se quero esquecer algo ruim, se quero lembrar algo bom, falo sempre.

É, meu remédio contra angustias, amarguras, dores e sofrimentos.

Falar.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

2010

2009 acabou bem. Ganhei muito conhecimento, aprendi muito, evoluí muito. Descobri amigos pra vida toda, descobri um amor, descobri meus melhores amigos: meus pais.
2010 chegou com tudo. Preciso estagiar, preciso passar no vestibular, preciso fazer um curso pra relaxar e preciso, preciso muito amar.
Amar todo mundo, me amar, amar meus pais, amar meus amigos, amar meu amor. Amar!
Sinto que esse ano vai ser um ano marcante.
Promete!

Feliz 2010!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Don Taco

Morando aqui por quase dois anos, hoje decidi sair para explorar a vida norturna desse bairro semi-nobre. Depois de ser "secada" com olhares pelos caras (um adulto e dois velhos) da banca de revistas, pelas pessoas do espetinho da esquina e por algumas outras do caldinho da outra esquina, e por uns quatro caras de um "pegabebo" ajeitadinho no fim da rua, cheguei à galeria onde havia dois lugares que vendiam comida.

(Hoje não tinha o que jantar, cheguei da rua com a roupa da academia e só tinha um pão, e eu não ia impedir minha mãe de comê-lo, me poupe, né?)

Tomei banho e fui à caça de comida. Pensei em comer um espetinho... não. Lembrei que tinha um restaurantezinho na galeria no final de rua, e lá fui eu, como já contei. Cheguei e fui observada de novo. Não entendo porque as pessoas me olham tanto, eu não sou tão bonita assim, certo que sou um pouquinho diferente: não uso chapinha, meus cabelos adoram o vento e sempre fico que nem um leão depois de um ventinho besta; não tenho olho claro e hoje eu estava com uma camisa listrada de magas compridas e de short jeans. Geeente, sou normal, mas as pessoas insistem em olhar. Ora eu fico sem graça, ora eu me acho, afinal, se tá olhando muito, alguma coisa tem. Boa ou ruim, tem!

Fui no "Don Taco", lá tem tacos, uma comida mexicana. É gostosa. O garçom também. Digo, nãão gostooooso, ele era bonitinho e bem simpatico. Fofo.

Voltei pra casa e não recebi todos os olhares novamente, só os velhos que ficaram olhando pra mim e sacodindo a cabeça com um jeito chato e agoniante.

Cheguei e comemos. Minha mãe e eu.

domingo, 22 de novembro de 2009

euforia

eu tenho um grito e um choro presos no mesmo lugar.
euforia.

domingo, 18 de outubro de 2009

O último carnaval

Aquela música, baixinha, ouvia-se ao longe... Ela já sabia, aqueles sininhos que se aproximavam e de repente paravam em frente ao seu portão, ela já saia. Levava consigo algumas moedinhas e seus olhos gulosos brilhavam, tomava as duas cocadas em suas mãos, sorria para Seu Gil e entrava serelepe.
Havia anos que ela evitava os doces, mas agora não adiantava mais, engordar ela não iria mais, celulites ou colesterol alto não a atingiriam mais. A enfermidade a consumia, ela estava pele e osso... e qual é a graça de esperar pela morte sem comer doce? Ah, não! Oxe! Ela tinha mais era que curtir a vida, e isso ela fazia bem, nunca vi menina mais animada, acho que porque, no fundo, ela sabia que aqui era só uma passagem.
Ela sorria o tempo todo, cantava e quando a doença dava uma trégua, ela se danava pelas ruas, bares e boates da cidade. Amava o carnaval, subia e descia todas as ladeiras de Olinda e emendava no Recife Antigo, era forte e saudável. Quem diria? Ninguém, jamais, diria que ela tinha um câncer. Era modelo, era linda, um sorriso verdadeiro, uma mente extraordinária, conversava coisas que modelos normais (hahahaha) não conversava. Era inteligente horrores, assustava até.
Nunca nos disse qual câncer tinha, quando ficou careca, comprou lenços lindos e coloridos (a cara dela).
No último carnaval, brincou todos os dias e o dia todo, foi pro Bacalhau do Batata e no fim da tarde chamou todos os amigos, disse o quanto nos amava, e lá sentada fechou os olhos e se foi. Sorrindo.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Fragmentos de agendas, cartinhas, bilhetes, recados em caixas-portais. Mulheres sempre reclamando. Dos homens; enquanto eles tentam lidar com a estúpida significância de possuir um pênis. Mulheres sem pênis, gastando tempo em excesso com o cérebro. Homens ficando duro embaixo de suas calças. Nunca, nenhuma dessas coisas, no tempo certo. Tsk, a humanidade é terminantemente patética. Devia dar vergonha ser daqui. Daqui, sabe?

Fernanda Young

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Saudade

Nem todo mundo sabe que eu não sei sentir saudade(acho que ninguém sabe). Eu não sei a qual intensidade tal falta é considerada saudade, não sei bem como funciona, não sei dizer que senti saudade e tampouco sei se quando eu digo que senti saudade, eu realmente senti saudade.
Mas eu sinto saudade.
É, eu sinto saudade... à minha maneira.