Eu te amo, te quero, mas sinto que preciso respirar mais.
Já pensou em quantas pessoas passam por isso? E sabe de quem é a culpa? É da própria pessoa que se permitiu não respirar o próprio ar, e passou a respirar o ar do outro. É por isso que por vezes se sente sem ar.
E um amor sadio não te rouba o ar, te da cada vez mais fôlego, cada vez mais espaço. É um espaço enormemente pequeno que você realmente não se importa em dividir, porque respirar o mesmo ar, mas cada um com seu nariz, é altamente incrível.
É ai que você aprende a não meter o nariz no ar dos outros, aprende a usar o seu nariz e sua vida e seu ar deixam de ser rarefeito.
Quando se precisa respirar mais é porque existe um problema ai.
Pense bem, porque sem ar é muito agoniante.
sábado, 30 de agosto de 2014
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Já fingi não estar em mim pra poder respirar
Fingi estar bêbada e me jogar na noite
Ouvi dizer que mulher direita não faz isso
Mas o que importa se sou canhota?
Fingi orgasmo pra acabar logo com isso
Fingi doença pra fugir do compromisso
Fingi gravidez pra não enfrentar fila absurda
Fingi não ouvi, mas é melhor ouvir merda que ser surda
Hoje já não finjo mais
Faço cara feia e sou objetiva
Mas se der preguiça, eu só observo
Não sou obrigada a gastar saliva
Peço licença e vou embora
Ou saio brusca sem avisar
Digo que vou perder a hora
Na verdade só não quero me cansar
Fingi estar bêbada e me jogar na noite
Ouvi dizer que mulher direita não faz isso
Mas o que importa se sou canhota?
Fingi orgasmo pra acabar logo com isso
Fingi doença pra fugir do compromisso
Fingi gravidez pra não enfrentar fila absurda
Fingi não ouvi, mas é melhor ouvir merda que ser surda
Hoje já não finjo mais
Faço cara feia e sou objetiva
Mas se der preguiça, eu só observo
Não sou obrigada a gastar saliva
Peço licença e vou embora
Ou saio brusca sem avisar
Digo que vou perder a hora
Na verdade só não quero me cansar
domingo, 24 de agosto de 2014
Dor-ida
"Que saudade louca de você, meu bem"
Há dias estou com isso na cabeça, e sempre que escuto quero chorar, e sempre que canto quero chorar também.
A saudade é algo muito doido, muito doído, dolorido...
É uma dor indo
Vindo
Ficando
Expandindo
Nunca encolhe. Nunca.
É uma coisa que não tem sentido, é algo que rouba teu sorriso e te deixa com um riso amarelado de canto de boca.
Você dorme, acorda, se embriaga e ela ainda ta lá
Não importa o que você tem, quantos amigos te rodeiam, quantas luas cheias você já contou
Ela insiste
E perdura. Dura.
É muito dura essa danada!
É você querer deitar a cabeça naquele colo, beijar aquela boca e ligar pra aquele número
Que por sinal, você nunca esqueceu.
É você sorrir quando lembra das coisas boas, e chorar quando lembra da separação.
É querer perdoar e se lançar de novo.
É...
Você anda pelas ruas e seus olhos correm mais que suas pernas, eles batem todos os cantos
Olha com minuncia cada cabelo parecido, cada roupa...
Então vê que não está lá
E finca mais fundo a saudade
Da voz, do cheiro, do toque
Aaah, a saudade é foda!
Quem nunca sentiu saudade não sabe do que estou falando.
Ela vai gestando que nem uma criança, quando se toca a barriga ta enorme
Só que não traz felicidade. É um aborto.
É um soco no estomago
Um murro no nariz
Um muro bem alto
Que você não consegue derrubar
As outras pessoas não sabem da sua saudade...
"Eu não atenderia, se eu fosse você"
E não é! E eu atendo
Mas o telefone nunca mais tocou
Mandei que sumisse
Mas que se foda!
Agora pode voltar, se quiser.
E eu sei que quer...
Porque eu descobri o meu sossego e minha paz
E não dependem de você.
Mas essas saudade não precisa mais existir.
Poder ser uma dor-ida embora.
Sem passagem de...
Volta.
Há dias estou com isso na cabeça, e sempre que escuto quero chorar, e sempre que canto quero chorar também.
A saudade é algo muito doido, muito doído, dolorido...
É uma dor indo
Vindo
Ficando
Expandindo
Nunca encolhe. Nunca.
É uma coisa que não tem sentido, é algo que rouba teu sorriso e te deixa com um riso amarelado de canto de boca.
Você dorme, acorda, se embriaga e ela ainda ta lá
Não importa o que você tem, quantos amigos te rodeiam, quantas luas cheias você já contou
Ela insiste
E perdura. Dura.
É muito dura essa danada!
É você querer deitar a cabeça naquele colo, beijar aquela boca e ligar pra aquele número
Que por sinal, você nunca esqueceu.
É você sorrir quando lembra das coisas boas, e chorar quando lembra da separação.
É querer perdoar e se lançar de novo.
É...
Você anda pelas ruas e seus olhos correm mais que suas pernas, eles batem todos os cantos
Olha com minuncia cada cabelo parecido, cada roupa...
Então vê que não está lá
E finca mais fundo a saudade
Da voz, do cheiro, do toque
Aaah, a saudade é foda!
Quem nunca sentiu saudade não sabe do que estou falando.
Ela vai gestando que nem uma criança, quando se toca a barriga ta enorme
Só que não traz felicidade. É um aborto.
É um soco no estomago
Um murro no nariz
Um muro bem alto
Que você não consegue derrubar
As outras pessoas não sabem da sua saudade...
"Eu não atenderia, se eu fosse você"
E não é! E eu atendo
Mas o telefone nunca mais tocou
Mandei que sumisse
Mas que se foda!
Agora pode voltar, se quiser.
E eu sei que quer...
Porque eu descobri o meu sossego e minha paz
E não dependem de você.
Mas essas saudade não precisa mais existir.
Poder ser uma dor-ida embora.
Sem passagem de...
Volta.
segunda-feira, 30 de junho de 2014
Eu cheguei cedo em casa e fui direto pro quarto. Estava tão bagunçado quanto eu mesma.
Sentei na cama e observei todas aquelas roupas espalhadas, uma mala semi pronta, semi desfeita; Enquanto fumava um cigarro pensei porquê ainda não havia desfeito a mala, e me parece que eu ainda não quero estar aqui, me parece que eu ainda preciso ir um pouco mais e depois voltar cansada. E quem sabe realmente ver que tudo o que eu procuro está aqui, ou em mim.
Passei um tempo pensando por onde começar a arrumar o quarto, a vontade que dá é de jogar tudo pela janela, mas só de pensar no trabalho que vou ter para recolher tudo, prefiro deixar como está. A segunda vontade é de queimar, ou doar; ai o doar soa mais forte. Mas na verdade eu só preciso organizar as coisas.
Me disseram uma vez que a bagunça externa é reflexo da bagunça interna. Caos.
Vinha no caminho pensando em fazer uma arte da qual me orgulhasse. Mas já comecei tantas coisas e nunca as terminei. Talvez eu não saiba terminar coisas, talvez eu não saiba mesmo. É, eu não sei.
Eu pensei em pintar um quadro bem da minha maneira, sem técnica, sem métrica, sem pudor. Só com amor. Mas eu não consigo me mover.
Eu precisei de mim. Quando procurei, eu não estava ali.
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Não sei não, acho que o ser humano é bem irracional. Principalmente quando tem medo.
A gente fica tão sensível que percebe coisas que ainda nem chegaram, a gente sabe e até prevê. É uma agonia indomável.
E quando as coisas não são como você gostaria que fosse? E quando você não pode controlar as situações? Nunca vivi uma fase tão densa, tão intensa, tão chorosa.
Mas como tudo na minha vida, isso será superado da melhor maneira possível. E por mais que possa fugir do meu "controle", nada nem ninguém vai me impedir de tentar fazer tudo dar certo. Fazer como eu sempre faço: de corpo, alma e coração.
A gente fica tão sensível que percebe coisas que ainda nem chegaram, a gente sabe e até prevê. É uma agonia indomável.
E quando as coisas não são como você gostaria que fosse? E quando você não pode controlar as situações? Nunca vivi uma fase tão densa, tão intensa, tão chorosa.
Mas como tudo na minha vida, isso será superado da melhor maneira possível. E por mais que possa fugir do meu "controle", nada nem ninguém vai me impedir de tentar fazer tudo dar certo. Fazer como eu sempre faço: de corpo, alma e coração.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
As pessoas pregam esse tal desapego como forma de amadurecimento. Será mesmo isso tudo? É possível não ser indiferente enquanto se é desapegado? Não sou dessas que engole seco as dores, as raivas e as frustrações. Não sou dessas desapegadas porra nenhuma pra nada; que some um dia inteiro e que está tudo bem. Sometimes I think about it... Queria experimentar esse desapego que pregam por aí, o saudável. Queria viajar sozinha e chorar na beira de um rio, mas ficar bem sozinha. Acho lindo o eu me basto, a auto suficiencia. Não sei lavar uma louça sozinha. Penso que preciso de choques, literais; choques na cabeça pra organizar os neurônios, pra eles se sacudam sozinhos. Preciso aprender essas coisas dessas pessoas modernosas. Será que eu sou romântica demais pra muita razão num corpo só? It's so heavy! Penso, penso demais, ajo demais também, sou um poço de contradição expandidos em um metro e sessenta. Preciso ficar só, mas nunca soube o que é isso. Estou descobrindo de uma forma alvoroçada. Será que todo mundo é meio assim no fim das contas? É todo mundo um poço de agonia, misturado com medo e necessidades esquisitas e muito normais?! Ser sozinho, afinal, não é ruim, mas por que sinto tanto medo? Mesmo arrudiada de gente, é uma solidão estranha que invade e me joga num topo de uma montanha qualquer, onde eu faço de lar e choro como se não houvesse amanhã; mesmo tendo gente que diz me amar. O que é preciso para entender o sentido das coisas. Da vida, quiçá! Não sei se preciso descobrir agora, mas preciso me libertar dessa dependencia de coisas, de pessoas... o cigarro já se foi, acho que sinto saudade, nunca vi companhia tão a toda hora, tão falsa, mas tão confortante. Tem dias que eu só preciso de um cigarro.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Que se foda tudo!
Só que eu não quero realmente, eu sou dessas que ama e vai com tudo. Idiota? Inconsequente? Talvez. Mas essa sou, essa que fala o que sente, que expressa, desenha, pinta, grita, publica em outdoor. Só que tem momentos que isso dói. E ai eu choro sem me preocupar com rugas. Gritei só pra soltar o ar do pulmão e não morrer asfixiada.
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