sábado, 10 de novembro de 2012


Se você já sentiu o cheiro das lembranças, sabe do que eu to falando. Aquele cheiro de viagem, cheiro de um tempo bom, de uma sensação boa. Falo de cheiro mesmo, aquele que o olfato não deixa enganar.
Esse cheiro de mudança, de coisa boa... Esse cheiro nunca me engana, é tão certo quanto o cheiro de poeira que me faz espirrar. Esse, me faz sorrir. Sinto esse cheiro de longe e o coração já acelera.
É esse cheiro que gosto de sentir.

Mensagem do dia

"Não julgue pequena demais sua tarefa.
Nenhuma obra de arte pode descurar dos pormenores.
Se as minúcias forem perfeitas, é que podemos denominar alguma coisa de obra-prima.
Não busque tarefas grandiosas e de evidência.
Procure dar conta integralmente do serviço pequenino que lhe foi confiado.
Da perfeição com que o executar dependerá sua oportunidade para receber uma incumbência maior."

Minutos de Sabedoria


terça-feira, 6 de novembro de 2012

Nem tudo que se expõe é bom

Eu me expus e tive medo. Pressenti. Acertei.
Desde criança resolvi não lutar contra meus pressentimentos, mas se você eu não uso a razão.
Descabeçada fui atrás, atrás, atrás... Fiquei pra trás como quem perdeu o rabo do cometa.
Descabeçada fiz a volta e fui atrás, atrás... "Dessa vez não, tenha calma que é diferente" alguém falou.
E me expus, peguei na mão e beijei na boca. Botei na mesa aquilo que sempre foi teu, só pra te dar certeza. 
Te dei.
Certeza.
Carinho.
Compreensão.
Não precisava, mas quis dar amor também.
"Contenha-se". Porra nenhuma!
Descabeçada quase dei tudo.
Era você. Descabeçada e desrazoada não me importava.
Mas quando dói a gente se importa, a gente liga e a gente quer de volta.
Porque pisou, porque magoou, porque virou a mesa e a gente quer de volta tudo aquilo que foi dado e não foi bem cuidado.
E eu me expus de novo e tomei na força. Não contra você, foi contra mim.
Tomei na força a certeza, o carinho e a porra do amor. Eu ainda compreendo você. Compreendo o mundo, por que não haveria de compreender você?
Juntei tudo de qualquer jeito e voltei de ré, olhando pra trás, esperando qualquer coisa que se espera quando se vai embora.
Não tive.
E fui deixando pra trás. Estou no meu lugar, talvez. E talvez me exponha pra você.
Nem toda arte é arte de verdade - e Duchamp que o diga!
Nem toda arte é apreciada por quem sabe apreciar uma arte que não é arte.
Como nem tudo que é arte é bom, nem tudo que se expõe é arte.
Nem tudo que se expõe é bom.

Eu que pensei

Eu que pensei que era forte demais
Que apesar de grosseira era doce
Apesar de rude era leve...
Acabei percebendo que sou mais que isso.
Que sou muito intensa
Que sou grossa demais, doce demais, rude demais, leve demais...
E a força...? Esta ainda não aprendi a medida certa.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Mais, muito mais

Eu só queria um pouco mais, mais tempo, mais dança, mais noite. Queria te roubar mais, roubar mais sorrisos, mais beijos, mais graça. Queria te fazer graça, te fazer rir, te fazer em mim.
Eu só quero mais um pouco daquele pouco que dançamos, que beijamos, que entregamos, que bebemos. E como bebemos! Quero mais um pouco do teu copo, da tua mão, da tua testa, do teu nariz. No meu.
Eu só quero um pouco mais pra te dizer que pode ser mais, muito mais.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Não é mundo que mudou. Foram as pessoas.
Foram elas que jogaram lixo nas ruas, que poluiram os rios, que mataram, que roubaram. Foram que aceitaram a violencia, foram elas que deturparam tudo.
O planeta não tem culpa. A lei de ação e reação é certa, tudo que vai, volta. Assim como o mar, a vida nos traz de volta tudo aquilo que lançamos nela. Nos dita as regras que nós mesmos fizemos, nos prende às prisões que nós mesmos construimos, e só nós podemos destrui-las. Temos as ferramentas mas não sabemos usa-las, somos burros porque queremos.
O mundo nos dá toda a ciencia para muda-lo. E fizemos e fazemos tudo errado sempre. Não espere por algo que nunca deste, nem que nunca fizeste.
O inferno e o céu somos nós. Somos a plantação e a colheita.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Fuja.


Se tu não consegue curar tua dor no lugar em que estás, em que vives, não conseguirás curá-la em canto nenhum. Mas se a tua dor só aumenta porque algumas pessoas contribuem, um outro lugar longe delas é a melhor saída. Junta teus trapos e te manda!

Fugir nem sempre significa covardia. Fugir significa, muitas vezes, o cansaço de lutar contra algo que não se pode mais vencer; fugir é cuidar de você. FUJA! "E deixe que digam, que pensem, que falem...", porque só você sabe onde o calo aperta.
E volta um dia. Volta... porque nem tudo que abandonaste te fazia mal e quem te faz bem merece teu sorriso de volta pelo menos uma vez.

Podes fugir para outra cidade, outro estado, outro país, para dentro de si. Mas trata de deixar a dor, não a carregues contigo, vai buscar prazer, vai voar. Voa alto, covardia é fugir e continuar com medo. O medo vai passar, muita lágrima ainda vai molhar teu rosto, muita saudade ainda vai apertar o coração, muita revolta vai bater, muita coisa será gritada, mas fuja do que te faz mal. Encarar de longe sem poder bater e acabar de vez a vontade, é pior que encarar de perto. Controlar a vontade, a dor, a raiva, o choro... mas você consegue. Porque fugir, pra quem pensa que é covardia, é a prova mais concreta de coragem. Não ver, não sentir, não tocar, não cheirar... não querer mais mesmo querendo, se concentrar em outras coisas... ser forte não é fácil e fugir é pra quem tem coragem de enfrentar o mundo sozinho.